Defino-me numa palavra: original. Pode nem ser o vocábulo que outros utilizariam para me melhor descrever, porém é uma palavra que eu gosto de utilizar.
Não gosto, nem quero, que me chamem modesto: as minhas capacidades são o que eu sou, logo não as posso fechar num armário. Ignorá-las, escondê-las, fingindo que não existem não seria mais que um frio exercício de hipocrisia da minha parte. E hipócrita é o que eu não sou. Responsável, atento, dedicado, amigo, inteligente, vaidoso e talvez até mesmo teimoso, são alguns dos adjetivos que usam quando me querem caracterizar. E eu deixo que me chamem isso e muito mais, se assim o quiserem.
Já ouvi “ chato”, mas dessa não gosto. No meu íntimo, durante os meus longos momentos de reflexão até posso concordar, mas não admito quando outro me diz. Não é que não tenham razão. Mas se o querem dizer, façam-no quando estiverem num qualquer lugar onde eu não o possa ouvir ou sentir.
O que eu sou é isto e mais! Todavia, o que aqui não disse vou guardar num lugar escondido, oculto no canto mais longínquo do meu ser, pois todos temos de guardar algo para nós, ou não?
(João Madeira, adaptado do texto “Quem Sou Eu?”)
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INSCRIÇÕES: de 30 de outubro a 30 de novembro de 2011
A final da V Edição do Concurso Nacional de Leitura realizou-se, no dia 21 de Maio de 2011, em Lisboa (Matinha), no décor do “Quem Quer ser Milionário” no estúdio Nova Imagem. A Escola Secundária Dr. Ginestal Machado esteve presente, nesse evento, com a participação do aluno João Filipe Quintas Madeira do 9.º A que obteve o 1.º Prémio a nível Nacional, no tocante ao 3º Ciclo.
José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim em 25 de Novembro de 1845. Curiosamente (e escandalosamente para aquela época), foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima.
O seu nascimento foi fruto de uma relação ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e do então delegado da comarca José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós. D. Carolina Augusta fugiu de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.
O pequeno Eça foi levado para casa de sua madrinha, em Vila do Conde, onde permaneceu até aos quatro anos. Em 1849, os pais do escritor legitimaram a sua situação, contraindo matrimónio. Eça foi então levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até aos dez anos. Só então se juntou aos seus pais, vivendo com eles no Porto, onde efectuou os seus estudos secundários.
Em 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.
Esta revolta dos estudantes de Coimbra é considerada como a semente do realismo em Portugal. No entanto, esta foi encabeçada por Antero de Quental e Teófilo Braga contra António Feliciano de Castilho, pelo que, na Questão Coimbra, Eça foi apenas um mero observador.
Terminou o curso em 1866 e fixou-se em Lisboa, exercendo simultaneamente advocacia e jornalismo. Dirigiu o Distrito de Évora e participou na Gazeta de Portugal com folhetins dominicais, que seriam, mais tarde, editados em volumes com o título Prosas Bárbaras.
Em 1869 decidiu assistir à inauguração do Canal do Suez. Viajou pela Palestina e daí recolheu variada informação que usou na sua criação literária, nomeadamente nas obras O Egipto e A Relíquia.
Por influência o seu companheiro e amigo universitário, Antero de Quental, entregou-se ao estudo de Proudhon e aderiu ao grupo do Cenáculo. Em 1870, tomou parte activa nas Conferências do Casino (marca definitiva do início do período realista em Portugal) e iniciou, juntamente com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins As Farpas.
Decidiu entrar para o Serviço Diplomático e foi Administrador do Concelho em Leiria. Foi na cidade do Lis que elaborou O Crime do Padre Amaro. Em 1873 é nomeado Cônsul em Havana, Cuba. Dois anos mais tarde, foi transferido para Inglaterra, onde residiu até 1878. Foi em terras britânicas que iniciou a escrita d` O Primo Basílio e começou a arquitectar Os Maias, O Mandarim e A Relíquia. De Bristol e Newcastle, onde residia, enviou frequentemente correspondência para jornais portugueses e brasileiros. No entanto, a sua longa estadia em Inglaterra encheu-o de melancolia.Em 1886, casou com D. Maria Emília de Castro, uma senhora fidalga irmã do Conde de Resende. O seu casamento é também sui generis, pois casou aos 40 com uma senhora de 29.Em 1888 foi com alegria transferido para o consulado de Paris. Publica Os Maias e chega a publicar na imprensa Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires.Nos últimos anos, escreveu para a imprensa periódica, fundando e dirigindo a Revista de Portugal. Sempre que vinha a Portugal, reunia em jantares com o grupo dos Vencidos da Vida, os acérrimos defensores do Realismo que sentiram falhar em todos os seus propósitos.
João Filipe Quintas Madeira (9.º A) foi um dos quatro alunos seleccionados na fase distrital para a última fase do Concurso Nacional de Leitura, que se realizará no mês de Maio.
Nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia (Fundão) em 19 de Janeiro de 1923. Fixou-se em Lisboa aos dez anos, com a mãe, que entretanto se separara do pai.
Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936, o primeiro dos quais, intitulado Narciso, publicou três anos mais tarde.
Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspector Administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.
Durante os anos que se seguem até hoje, o poeta fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luís Cernuda, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros.
Recebeu um sem número de distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus(1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001).
Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada.
Eugénio foi galardoado com inúmeras distinções,entre as quais:
Prémio Pen Clube (1986)
Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986)
Prémio D. Dinis (1988)
Prémio Jean Malrieu (França, 1989)
Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (APE) (1989)
Prémio APCA (Brasil,1991)
Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (República da Sérvia, 1996)
Prémio Vida literária da APE (2000)
Prémio Celso Emilio Ferreiro (Espanha, 2001)
Prémio Camões (2001)
Prémio PEN (2001)
Doutoramento "Honoris Causa" pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2005).
Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube.
(Fonte Wikipédia)
QUAL O NOME DO ESCRITOR EUGÉNIO DE ANDRADE? Responde nos comentários do Blogue.
Nasceu em Santarém, Portugal, em 1941. Passou a infância e adolescência no sul de Angola, acompanhando o pai, aventureiro português caçador de elefantes, nas suas intinerâncias pelo deserto do namíbe. Regente agrícola, foi criador de ovelhas caracul, mais tarde estudou cinema em Londres e antropologia em Paris, doutorando-se com uma tese sobre os pescadores da Ilha de Luanda. Faleceu aos 69 anos na Namíbia, onde residia, sendo considerado pelos seus pares um dos maiores nomes da literatura de língua portuguesa.
Bibliografia POESIA: Chão de Oferta, Luanda, Culturang, 1976 A Decisão da Idade, Luanda/ Lisboa, UEA/ Sá da Costa Editora 1978 Exercícios de Crueldade,Lisboa, “e Etc.” 1980 Sinais Misteriosos... Já se Vê..., Luanda/ Lisboa, UEA/ Edições 70 1982 Ondula,Savana Branca, Luanda/ Lisboa, UEA/ Sá da Costa Editora 1987 Lavra Paralela, Luanda, UEA 1988 Hábito da Terra, Luanda, UEA 1992 Memória de Tanta Guerra, Lisboa, Editora Vega 1997 Ordem de Esquecimento, Lisboa, Quetzal Editores 2000 Lavra Reiterada, Luanda, Edições Nzila 2000 Observação Directa, Lisboa, Livros Cotovia 2005 Lavra (poesia reunida 1972-2000), Lisboa, Livros Cotovia NARRATIVA: 1999 Vou lá visitar pastores, Lisboa, Livros Cotovia 2003 Actas da Maianga, Lisboa, Livros Cotovia 2007 Desmedida, Luanda - São Paulo - São Francisco e Volta, Lisboa, Livros Cotovia FICÇÃO: Como se o Mundo não Tivesse Leste, contos, Luanda/ Porto, UEA/ Limiar 2000 Os Papéis do Inglês, Lisboa, Livros Cotovia 2005 As paisagens Propícias, Lisboa, Livros Cotovia 2009 A Terceira Metade ENSAIO: 1980 O Camarada e a Câmara, cinema e antropologia para além do filme etnográfico, Luanda, INALD 1989 Ana a Manda – os Filhos da Rede, Lisboa, IICT 1997 A Câmara, a Escrita e a Coisa Dita – Fitas, Textos e Palestras, Luanda, INALD 1997 Aviso à Navegação – olhar sucinto e preliminar sobre os pastores Kuvale, Luanda, INALD 2002 Os Kuvale na História, nas Guerras e nas Crises, Luanda, Edições Nzila - 2008 – A Câmara, a escrita e a coisa dita, Lisboa, Livros Cotovia Filmografia 1976 - Uma Festa para Viver, 40', p/b, 16mm, TPA 1976 - Angola 76, É a Vez da Voz do Povo (série de 3 documentários, 100’, p/b, 16 mm, TPA 1976 - Faz Lá Coragem, Camarada, 12O', p/b, 16 mm, TPA- O Deserto e os Mucubais, 2O', p/b, 16mm, TPA 1979 - Presente Angolano, Tempo Mumuíla (série de 10 documentários, cerca de 6 horas, p/b e cor, 16 mm, TPA) 1982 - O Balanço do Tempo na Cena de Angola, 45', cor, 16 mm, IAC 1982 - Nelisita, 7O', p/b, 16 mm, IAC 1986 – Videocarta para o meu irmão Antoninho. 40', cor, video, Maritimo futebol clube da Samba. 1989 - O Recado das Ilhas, 90’, cor, 35 mm, Madragoa Filmes / Gemini Filmes